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“É preciso prestar um bom serviço e não procurar crescer a todo o custo”, René Calderón, Exide Group

O Grupo Exide conta com uma nova estrutura para o acompanhamento do mercado ibérico. René Calderón assume a responsabilidade pelo marketing da Exide para a Península Ibérica, enquanto Rui Vicente passa a desempenhar as funções de Key Account Manager para Portugal.

Neste novo enquadramento, René Calderón terá também um papel de apoio ao desenvolvimento da Exide no mercado português, trabalhando em articulação com a equipa local. A Pós-Venda falou com o responsável sobre esta nova etapa, a estratégia da Exide para Portugal, a evolução do mercado de baterias e os desafios que se colocam à marca.

Como olha para o mercado português de baterias?

É um mercado novo para mim, mas sei que a presença e o peso que a Exide tem neste mercado sempre foram bastante importantes, quer em termos de imagem de marca, quer de quota de mercado. A empresa sempre teve, e continua a ter, uma equipa de vendas e de marketing muito competente, com uma experiência vastíssima e um forte domínio do setor. Quanto ao nosso produto, somos fornecedores de primeiro equipamento dos principais fabricantes, o que é um selo de qualidade e contribui para garantir a nossa reputação e a qualidade dos nossos produtos.

A Exide está a preparar uma mudança na liderança de marketing em Portugal. Como encara esta transição?

Quero expressar que vamos sentir a falta do nosso colega Amílcar Nascimento, que se irá reformar. A minha intenção é seguir os seus passos e fazer, pelo menos, tão bem quanto ele. Por isso, a estratégia será a mesma, podendo apenas ter uma abordagem ligeiramente diferente, fruto de ser de outra geração e da experiência acumulada em França e Espanha. Sabemos que, quando algo funciona bem, é melhor não mexer demasiado.

Como será o seu trabalho no acompanhamento do mercado português?

É um prazer poder começar a trabalhar com o mercado português. No início da minha carreira também trabalhei com Portugal, mas tínhamos um distribuidor que tratava de tudo e tinha o seu próprio departamento de marketing. Agora, vou trabalhar lado a lado com o Rui Vicente e é uma satisfação poder ajudar os meus colegas em Portugal a desenvolver este mercado.

Crê que há espaço para ganhar quota de mercado em Portugal?

É uma pergunta difícil de responder. Temos muito bem definido para onde queremos ir. Atualmente, temos vários clientes e estamos a concentrar-nos mais em alguns, dado que a nossa rede comercial não é tão grande como antes. Como somos um produto premium, existem segmentos aos quais não conseguimos chegar. Por estratégia comercial, não vejo que seja fácil aumentar a quota de mercado, mas nem tudo passa por vender sempre mais volume: é preciso prestar um bom serviço, disponibilizar uma categoria superior de produto e não procurar crescer a todo o custo.

Como pretende a Exide diferenciar-se da concorrência?

Todas as marcas premium têm qualidade, pelo que a diferenciação tem de vir por outra via. Não somos os únicos a ter qualidade, mas acredito que o fator humano é o que realmente nos distingue.

A proximidade ao mercado português é também um fator de diferenciação?

Nem todos os fabricantes de baterias têm infraestrutura própria em Portugal. Alguns têm-na em Espanha ou noutros países europeus, pelo que essa proximidade ao canal é um valor acrescentado que a concorrência não oferece no nosso caso. Muitos dos nossos clientes conhecem a nossa equipa há décadas e sabem perfeitamente como são enquanto pessoas. No final, a venda não é apenas o produto, mas também a confiança transmitida pela pessoa. Quando um comercial acompanha o cliente durante anos e está presente para apoiar no que for preciso, torna-se muito mais difícil para outro concorrente conquistar esse cliente apenas pelo preço. Essa proximidade é também importante pelo facto de o nosso responsável por este mercado falar português, estar em Portugal e poder estar presencialmente com os clientes muito rapidamente.

Que importância terão as ferramentas digitais na estratégia de marketing da Exide?

Penso que talvez seja necessário utilizar mais ferramentas digitais, embora isso dependa ainda das definições da estratégia central e corporativa, e não apenas do plano local, onde haverá algumas mudanças pontuais.

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