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“Quem investir em formação, diagnóstico e acesso a informação técnica terá uma posição sólida neste novo contexto”, Paulo Pinto, Schaeffler

6 Abril, 2026

Num ano de forte transformação no setor automóvel, a Schaeffler destacou-se pela expansão do portefólio e pela integração de novas soluções, acompanhando a evolução de um mercado cada vez mais exigente e tecnológico. Paulo Pinto analisa 2025 e antecipa os desafios e oportunidades do pós-venda automóvel para 2026.

Como avalia o desempenho da vossa empresa em 2025?

2025 representou um grande desafio para a Schaeffler, devido ao lançamento de novos produtose expansão de portfolio. Desde a integracao da Vitesco e das novas soluções Schaeffler E-Axle RepSystem até ao crescimento da gama de componentes de suspensão e direção. Todas estas mudanças representam um grande desafio, ao qual estamos, sem dúvida, a responder com uma boa dinâmica e resultados muito positivos. Se olharmos para o ano com alguma perspetiva, fomos capazes de ampliar a nossa proposta de valor para a distribuição e a oficina, mantendo ao mesmo tempo um alto nível de serviço num contexto de mercado complexo. Isto incentiva-nos a continuar a investir em soluções que aproximem a mobilidade do futuro do mercado pós-venda independente.

Na sua opinião, qual foi o fator ou acontecimento mais influente no mercado pós-venda em 2025?

Acho que não é fácil escolher apenas um. Mas acho importante destacar como a consolidação do mercado está a permitir responder de forma eficaz num ambiente tão mutável como o atual. O mercado pós-venda independente é hoje um setor mais forte do que nunca e está a assumir os grandes desafios da mobilidade, sem deixar de cobrir todo o espectro do parque automóvel. Também destacaria a crescente relevância das tecnologias associadas às emissões e à eletrificação, que estão a obrigar todos os intervenientes da cadeia de valor a especializarem-se mais, a colaborarem e a apoiarem-se em parceiros tecnológicos sólidos. Nesse sentido, 2025 foi um ano em que o mercado demonstrou que pode adaptar-se rapidamente a estas mudanças.

Que mudanças poderão alterar o mercado pós-venda automóvel em 2026, tendo em conta as recentes transformações do mercado?

É difícil saber. São muitos os elementos que convergem no nosso mercado: a evolução ambígua do parque automóvel – mais envelhecido, mas com uma presença crescente da eletrificação –, a incerteza nas políticas europeias de emissões ou a possibilidade de um período de desaceleração, para citar alguns. No entanto, a incerteza não deve fazer-nos esquecer que o nosso é um mercado muito maduro e resiliente, com capacidade de se adaptar a diferentes cenários. É por isso que acredito que, juntos, seremos capazes de nos adaptar às mudanças que estão por vir este ano. Além disso, assistiremos a uma maior procura de soluções completas de reparação, que permitam às oficinas independentes enfrentar intervenções mais complexas em sistemas de propulsão e tratamento de gases. Quem investir em formação, diagnóstico e acesso a informação técnica terá uma posição especialmente sólida neste novo contexto.

Que investimentos e estratégias serão implementadas pela vossa empresa em 2026 e em que áreas?

A integracao da Vitesco à nossa oferta teve um impacto importante na estratégia da empresa. Permitiu-nos complementar a nossa gama de soluções de reparação e assistência, proporcionando ao mercado a possibilidade real de realizar reparações cada vez mais completas e adaptadas ao ecossistema de mobilidade atual. Por isso, os nossos esforços visam transmitir ao mercado estas novas oportunidades de negócio e reforçar o nosso acompanhamento ao cliente neste caminho. Em 2026, continuaremos a investir no desenvolvimento da nossa gama, bem como no fornecimento de ferramentas e conteúdos formativos através da nossa marca de serviços REPXPERT, complementados por ações de comunicação que aproximem soluções como o novo portfolio com a integracao da Vitesco e o E‑Axle RepSystem dos distribuidores e das oficinas. O nosso objetivo é que o cliente nos reconheça não apenas como um fornecedor de componentes, mas como um parceiro tecnológico de longo prazo.

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