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IMT acelera implementação do eFTI em Portugal

O Instituto da Mobilidade e dos Transportes realizou hoje, no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa, um Dia Aberto dedicado ao Regulamento eFTI, dedicado à digitalização do transporte de mercadorias em Portugal, num processo que deverá estar plenamente operacional até julho de 2027.

O evento, dinamizado pelo IMT e onde a PÓS-VENDA marcou presença, discutiu a transição obrigatória para a troca eletrónica de dados que deverá estar plenamente operacional até 9 de julho de 2027. O objetivo central é eliminar o desperdício de mais de 380 milhões de horas anuais que são atualmente gastas no tratamento de documentos em papel na Europa.

Especialistas da Comissão Europeia e da equipa técnica do eFTI sublinharam que a mudança para dados estruturados e legíveis por máquina permitirá reduzir drasticamente o tempo médio de inspeções rodoviárias de 20 para cerca de 5 minutos. Além da eficiência operacional, a digitalização é vista como uma ferramenta fundamental para a sustentabilidade, permitindo monitorizar emissões com base em dados reais da cadeia logística em vez de meras estimativas.

O país participa ativamente nos consórcios europeus eFTI4EU e eFTI4ALL, colaborando com parceiros estratégicos como Espanha e Estónia para harmonizar os sistemas. Já foi desenvolvido um protótipo funcional do eFTI Gate, o portal nacional que servirá de ponto de acesso para as autoridades. Este sistema experimental realizou com sucesso testes de interoperabilidade com Itália, utilizando dados reais da empresa Luís Simões para validar o fluxo de informação. Para este ano, está previsto o lançamento do portal nacional definitivo, o eFTI GATE PT. Este projeto representa um investimento de aproximadamente 500 mil euros em software e será gerido diretamente pelo IMT.

O próximo passo imediato será a realização de pilotos reais no terreno com a Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública para testar a solução em contexto de fiscalização rodoviária. O Presidente do IMT, João Jesus Caetano, reforçou que esta digitalização é um imperativo para a soberania económica europeia.

Saiba tudo na próxima edição da REVISTA PÓS-VENDA PESADOS.

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