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“A evolução da situação no Médio Oriente tem um impacto direto e significativo no nosso setor, especialmente ao nível dos custos”, Danny Koorevaar, Eurol

Danny Koorevaar, da Eurol, alertou para o impacto crescente da instabilidade no Estreito de Ormuz no mercado dos lubrificantes, sublinhando que a pressão sobre a disponibilidade de matérias-primas já está a provocar aumentos de custos e de preços. 

De que forma a situação no Estreito de Ormuz poderá impactar o mercado de lubrificantes em Portugal nos próximos meses?

A situação atual poderá ter um impacto significativo no mercado dos lubrificantes, sobretudo devido à menor disponibilidade de matérias-primas essenciais para a produção. Esta limitação na oferta está já a provocar aumentos rápidos nos custos das matérias-primas, o que inevitavelmente se reflectirá também no preço final dos produtos.

Quando poderemos começar a verificar um impacto na disponibilidade de produtos em Portugal?

O impacto já começou a fazer-se sentir no mercado. Verificaram-se já aumentos de preços em vários produtos da Eurol, resultado directo da pressão sobre a cadeia de abastecimento e dos custos acrescidos de aquisição de matérias-primas.

É esperado um aumento dos preços dos produtos? Se sim, qual poderá ser a dimensão desse impacto?

Sim, é expectável que os preços continuem a aumentar. Para garantir a continuidade da produção, a Eurol tem recorrido a novas fontes de fornecimento de matérias-primas, frequentemente com custos superiores aos habituais. A dimensão do impacto permanece difícil de prever, uma vez que continua directamente dependente da evolução da situação no Estreito de Ormuz. Quanto mais prolongada for a instabilidade, maior tenderá a ser a pressão sobre os preços.

Que medidas estão a ser tomadas pela sua empresa para garantir a continuidade do fornecimento aos clientes?

A Eurol tem vindo a diversificar e alargar a sua rede de fornecedores de matérias-primas, de forma a minimizar riscos de rupturas e garantir a maior disponibilidade possível da sua gama de produtos. A nossa prioridade é assegurar a continuidade do fornecimento aos clientes, mesmo que isso implique custos adicionais e consequentes ajustes de preços.

Que recomendações tem para os distribuidores e oficinas neste contexto?

A evolução da situação no Médio Oriente tem um impacto direto e significativo no nosso setor, especialmente ao nível dos custos. Neste contexto, é fundamental que distribuidores e oficinas mantenham uma comunicação transparente com os seus clientes, explicando as razões subjacentes aos aumentos de preços e acompanhando de perto a evolução do mercado. Uma informação clara e actualizada será essencial para gerir expectativas e reforçar a confiança dos clientes.

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