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CEPRA focou-se na qualificação técnica e nas novas tecnologias na Expomecânica 2026

O CEPRA fez um balanço “extremamente positivo” da sua participação na Expomecânica 2026, destacando a forte adesão de técnicos e profissionais do setor ao seu stand, onde apresentou a sua oferta formativa e realizou demonstrações em contexto real de soluções técnicas e tecnologias ligadas ao presente e ao futuro da reparação automóvel.

“A nossa oferta formativa tem acompanhado de forma permanente a evolução tecnológica da área automóvel, privilegiando uma forte componente prática e temas diretamente relacionados com os desafios que os técnicos enfrentam diariamente nas oficinas”, afirma Marco Araújo, do CEPRA, sublinhando que a presença no certame permitiu dar a conhecer melhor o trabalho desenvolvido na qualificação dos profissionais do setor.

A participação na feira teve também uma componente pedagógica, com a presença de turmas atualmente em formação no CEPRA. “Levámos à feira algumas turmas atualmente em formação, para um melhor acompanhamento das tendências do setor automóvel e maior entusiasmo pela profissão”, adianta Marco Araújo, reforçando o compromisso do CEPRA com a competitividade das empresas e com a evolução técnica da reparação automóvel.

Outro dos objetivos passou pela divulgação do Processo RVCC Profissional, dinamizado pelo Centro Qualifica do CEPRA, enquanto instrumento de certificação e qualificação dos profissionais da reparação automóvel.

Entre os principais destaques esteve o envolvimento do CEPRA no espaço DEMOTEC, do qual foi patrocinador, promovendo demonstrações técnicas em áreas de grande atualidade para o setor. “Entre os temas apresentados, salientamos a reparação de baterias de alta tensão utilizadas em veículos elétricos e híbridos, uma área cuja procura continua a crescer e que voltou a despertar grande interesse por parte dos profissionais”, refere Marco Araújo.

Nesta edição, foram ainda apresentadas melhorias ao nível dos conteúdos e dos recursos didáticos utilizados, bem como uma demonstração dedicada aos protocolos de comunicação LIN. “Apresentámos pela primeira vez um equipamento didático destinado à formação avançada, uma solução com elevado potencial pedagógico, alinhada com a crescente complexidade eletrónica dos veículos atuais”, acrescenta.

No stand do CEPRA, os visitantes puderam também conhecer equipamentos recentes nas áreas da mobilidade elétrica, pintura automóvel e mecatrónica, alguns dos quais, segundo Marco Araújo, sem paralelo no panorama da formação automóvel em Portugal.

O CEPRA esteve ainda envolvido na componente técnica do concurso Melhor Mecatrónico, competição dirigida a profissionais de mecatrónica automóvel. “Assegurámos a conceção das provas práticas e a respetiva logística, reforçando o nosso compromisso com a valorização das competências técnicas dos profissionais do setor”, adianta.

Quanto ao evento, a avaliação é igualmente positiva. “Verificou-se uma forte participação de expositores, uma elevada qualidade dos espaços apresentados, com um nível de maturidade elevado e uma presença muito significativa de profissionais ao longo dos três dias”, refere Marco Araújo, considerando que esta foi “uma das edições mais conseguidas da Expomecânica”, com uma evolução clara face a edições anteriores.

Na perspetiva do responsável, a Expomecânica continua a consolidar-se como um ponto de encontro privilegiado para os vários intervenientes do aftermarket automóvel, promovendo oportunidades de negócio, partilha de conhecimento, inovação e desenvolvimento de competências.

Sobre as tendências do setor, Marco Araújo identifica como principal desafio a crescente necessidade de qualificação técnica dos profissionais, num contexto marcado pela evolução tecnológica do automóvel. “Temas como a mobilidade elétrica, os sistemas eletrónicos e de comunicação, a calibração de sistemas avançados de assistência à condução, a digitalização dos processos de oficina e a gestão segura de componentes de alta tensão estiveram muito presentes ao longo do evento”, destaca.

Para Marco Araújo, o investimento em equipamentos e tecnologia terá de ser acompanhado por uma aposta contínua nas pessoas. “A capacidade de adaptação e atualização dos profissionais será um fator decisivo para a competitividade das empresas do pós-venda nos próximos anos”, conclui, sublinhando ainda a importância de atrair novos profissionais para o setor e de reforçar a valorização das profissões da reparação automóvel.

 

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