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Elétricos já representam 32,5% das novas matrículas na Europa

1 Setembro, 2026

Um estudo da Tradingpedia revela que a transição para a mobilidade elétrica está a ganhar força na Europa, embora avance a ritmos muito diferentes entre os vários países. A análise, baseada em dados de novas matrículas da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis relativos ao primeiro semestre de 2026, mostra que os veículos elétricos, incluindo modelos 100% elétricos e híbridos plug-in, representaram 32,5% das novas matrículas, enquanto os híbridos alcançaram 36,95%.

No total, foram registados 7,23 milhões de novos automóveis na Europa entre janeiro e junho de 2026. Os veículos híbridos foram a categoria mais popular, com 2,67 milhões de unidades, enquanto os veículos elétricos chegaram aos 2,35 milhões. Em conjunto, híbridos e elétricos representaram 69,4% das novas matrículas. Já os automóveis a gasolina corresponderam a 22% do mercado e os movidos a gasóleo a 6,47%.

O mercado europeu de veículos elétricos cresceu 31,7% face ao primeiro semestre de 2025. As matrículas de veículos 100% elétricos aumentaram 35,13%, para 1,61 milhões de unidades, enquanto os híbridos plug-in cresceram 24,85%, para 742.411 unidades.

A Alemanha liderou em número absoluto de veículos elétricos registados, com 531.799 unidades, das quais 368.006 eram 100% elétricas e 163.793 híbridas plug-in. O número total representa um crescimento de 37,19% face ao mesmo período de 2025. O Reino Unido ficou em segundo lugar, com 432.711 veículos elétricos, incluindo 284.579 modelos 100% elétricos e 148.132 híbridos plug-in. Os dois países concentraram, em conjunto, 964.510 matrículas, cerca de 41% do total europeu.

A adoção dos veículos elétricos continua, contudo, a apresentar diferenças acentuadas entre os mercados. A Noruega liderou a transição, com os veículos elétricos a representarem 98,29% das novas matrículas no primeiro semestre de 2026. Na Dinamarca, a quota chegou aos 80,58%, enquanto a Suécia registou 66,08% e a Islândia 63,74%.

Na Roménia, pelo contrário, os veículos elétricos representaram apenas 8,5% das novas matrículas. A Bulgária registou uma quota de 9,67%. No caso romeno, os dados utilizados pela análise incluem apenas veículos 100% elétricos, uma vez que não estavam disponíveis dados relativos aos híbridos plug-in.

Os mercados com menor penetração registaram, em alguns casos, os maiores crescimentos. A Croácia liderou com um aumento de 204,89% nas matrículas combinadas de veículos 100% elétricos e híbridos plug-in. A Eslovénia registou uma subida de 98,61% e a Bulgária de 91,67%. Na Croácia, os veículos elétricos passaram a representar 10,16% das novas matrículas, enquanto na Eslovénia alcançaram 20,19% e na Bulgária 9,67%.

No sul da Europa, Itália registou um crescimento de 81% nas matrículas de veículos elétricos, com os modelos 100% elétricos a aumentarem 77,66% e os híbridos plug-in 84,26%. Espanha registou uma subida de 37,95% no conjunto das duas categorias, enquanto Portugal apresentou um crescimento de 32,46%.

A evolução dos veículos 100% elétricos foi particularmente expressiva em alguns dos maiores mercados. Na Alemanha, as matrículas destes modelos aumentaram 47,96%, fazendo com que representassem 24,79% das novas matrículas. Os híbridos plug-in cresceram 17,92% e alcançaram uma quota de 11%.

No Reino Unido, os veículos 100% elétricos cresceram 26,57%, enquanto os híbridos plug-in aumentaram 38,44%. Em Espanha, foram registados 63.201 veículos 100% elétricos, mais 36,69% do que no primeiro semestre de 2025, enquanto os híbridos plug-in cresceram 38,99%, para 77.941 unidades. Em Itália, foram registados 79.434 veículos 100% elétricos e 84.527 híbridos plug-in.

Nem todos os mercados acompanharam a tendência de crescimento do conjunto dos veículos elétricos. A Noruega registou uma queda de 1,79% nas matrículas combinadas, enquanto a Bélgica recuou 1,3%. Na Noruega, a descida esteve associada sobretudo à quebra de 82,11% nas matrículas de híbridos plug-in. Na Bélgica, os híbridos plug-in caíram 36,73%, apesar de os veículos 100% elétricos terem crescido 8,19%.

A análise da Tradingpedia aponta ainda para diferenças na relação entre veículos 100% elétricos e híbridos plug-in. Na Noruega, no Luxemburgo, na Islândia e na Dinamarca, os modelos 100% elétricos dominam, enquanto Espanha e Itália apresentam uma maior presença de híbridos plug-in. Na Suécia, foram registados 549 veículos 100% elétricos e 326 híbridos plug-in por cada 100 mil habitantes.

Por habitante, a Dinamarca apresentou o maior número de matrículas de veículos elétricos, com 1.352 unidades por 100 mil habitantes no primeiro semestre de 2026. O Luxemburgo ficou praticamente ao mesmo nível, com 1.349, seguido da Noruega, com 1.276. A Roménia ficou na última posição, com 29 veículos elétricos por 100 mil habitantes, enquanto a Bulgária registou 37.

Os híbridos mantiveram-se como a principal categoria de novas matrículas na Europa. Foram registados 2,67 milhões de veículos híbridos, correspondentes a 36,95% do mercado. Os veículos 100% elétricos representaram 22,24%, com 1,61 milhões de unidades, ligeiramente acima dos automóveis a gasolina, que alcançaram 22%, com 1,59 milhões. Os híbridos plug-in representaram 10,27%, enquanto o gasóleo ficou pelos 6,47%.

Entre os modelos elétricos mais vendidos, o Tesla Model Y liderou com 111.050 unidades no primeiro semestre de 2026. O Tesla Model 3 ficou em segundo lugar, com 58.411 unidades. A Škoda destacou-se com o Elroq, que registou 58.172 unidades, e o Enyaq, com 46.052.

Modelos de menor dimensão também conquistaram posições relevantes. O Renault 5 registou 52.757 unidades, o Leapmotor T03 chegou às 32.866, o Kia EV3 às 26.524 e o Citroën e-C3 às 24.836.

A BYD apresentou uma presença particularmente forte entre os híbridos plug-in. O Seal U registou 42.503 unidades nesta configuração, contra 5.969 veículos 100% elétricos, enquanto o Atto 2 alcançou 33.132 híbridos plug-in e 11.441 veículos 100% elétricos.

Os dados analisados pela Tradingpedia mostram assim uma Europa em diferentes fases da transição para a mobilidade elétrica. Enquanto os países nórdicos apresentam algumas das taxas de adoção mais elevadas do continente, os mercados da Europa Central e Oriental continuam a depender em maior medida dos veículos convencionais. Ao mesmo tempo, países como Croácia, Eslovénia, Bulgária, Itália, Espanha e Portugal registam crescimentos significativos, contribuindo para a expansão do mercado elétrico europeu.

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